quarta-feira, 9 de abril de 2008

APRENDIZADO AO LONGO DA VIDA

APRENDIZADO AO LONGO DA VIDA
Mercedes Pordeus
Recife/PE

Ah! Das rosas e cravos que perdi na vida...
Seus perfumes permaneceram em mim
Permaneceram para lembrar entristecida
Dos que foram e a essência não tem fim
Pois foram eles quem amei,mas partiram
Deixando o tempo, fluir a dor da partida.

Ah! Das lágrimas que derramei na vida...
Essas, cristalizaram-se em minha face
As dores, fazem lembrar os desenlaces
Que o tempo minimizou, mas não apagou
Tornaram-se cristais que o tempo renovou
Que cintilam a cada nascer de um novo dia.

Ah! Das experiências que adquiri na vida...
Muita coisa eu aprendi, aprendizagem dolorida!
Quis parar no meio da estrada, sem guarida
Mas a vida não para, e isso também eu aprendi
Tive que continuar vivendo, pois percebi
O mundo muda e a vida tem que ser vivida.

Assim, aprendi a conviver com minhas dores
Aceitar as ausências físicas como belas flores
Que a cada dia desabrocham e murcham
Mas, nem por isso das existências apagaram
As lembranças e o compartilhar dos amores. 
Ah! Suas presenças em mim se eternizaram. 

QUANDO A DISTÂNCIA NÃO NOS SEPARA

QUANDO A DISTÂNCIA NÃO NOS SEPARA
Mercêdes Pordeus
Recife/Brasil

A distância não constitui obstáculo...
Quando nossos pensamentos estão sintonizados
E estejamos onde estivermos, sempre irmanados
Estando em nosso coração, o ente querido locado.

A distância não nos separa...
Mesmo se a quem amamos para a eternidade foi chamado
Guardamos as belas lembranças, e delas sempre o legado
Na esperança de que permanecerão sempre ao nosso lado.

A distância nos separa...
Quando mesmo perto, não conseguimos viver em sintonia
É quando dizemos : que perto dos olhos longe do coração
Se convivendo juntos vivemos numa constante contradição.

Se a distância nos separa ou aproxima...
Vai depender se vivemos em paz e perfeita harmonia.
Ao lado do nosso semelhante, e se em sua companhia
Conseguirmos interagir a cada dia em perfeita sintonia.

Em 21 ago 2005

QUANDO ELE VOLTAR

QUANDO ELE VOLTAR
Mercêdes Pordeus

Recife/Brasil

Quando Ele aqui voltar, certamente nos dirá:
Vinde filhos meus, já vos preparei o lindo lar.
Assim como vos prometi, quando ao Pai subi.
Quando cumpri a vontade do PAI ao resgatar,
a criatura que na terra colocou para dela cuidar.
Certamente, prestação de contas vamos dar.

Desde a natureza que nos colocou nas mãos
Até o cuidado e carinho com nossos irmãos.
Assim ensinou com a Parábola do Semeador.
Preparemos pois, o solo do nosso coração,
a fim de receber a semente que plantamos.
E multiplicar os talentos que dele recebemos.

Que saibamos proceder para ocupar a morada,
que Ele foi preparar no Reino dos Céus
para nos receber assim como nos prometeu.
Louvemos ao Deus Pai, Filho e Espírito Santo.
O que era, que é, e que há de vir...Amém!

Em 14.09.2005

Visite esta linda ciranda:
http://ecosdapoesia.net/crestomatia/ele_jesus_ciranda.html

terça-feira, 1 de abril de 2008

POETA EM ECOS

POETA EM ECOS
Mercêdes Pordeus
Recife/Brasil

Poeta, tu que primas pelos sentimentos
Expressa-os, libera-os nesse momento
Fazei com que ecoem aos quatro cantos
Tal qual uma rosa dos ventos, teu encanto.

Para o norte, teu brado forte
Liberto como uma borboleta
E do beija-flor a mesma leveza
Conservando teu belo porte.

Libera-o também para o sul
Preservando teu sonho azul
Como as primícias desse sonho
Que te fazem embalar risonho.

Para o leste, emana o que te reveste
Como se fosse um corpo celeste
Reluzindo nesse indo e vindo
A inspiração que no além resplandece.

Ao oeste, ah! poeta grita alto não segreda
Para que o sequioso restaure a esperança
De que na tua poesia, se embale a bonança
De ver se dissipar da sua vida a vereda.

Depois de aos quatro cantos cantar
Na colateralidade, tua mensagem
Há de ensinar o sentido do verbo amar
Para quem em ti acredita, no Ecos venha poetar.

30/08/2004

Publicado em:- 1ª Antologia Literária do Grupo Ecos da Poesia “O FUTURO FEITO PRESENTE, (2005)- ISBN 85-9051170-1-2

BRASILEIRA SOU

BRASILEIRA SOU
Mercêdes Pordeus
Recife/Brasil

Brasileira sou, mas trago no sangue
Herança de um bravio povo português
Desbravador, com força de colonizador
Descobridor , sem temor nem torpor
Em comum, somos também Pátrias abençoadas
Que na sua História salvaguarda a esperança Pátria de heróis?
Também, pelo sonho de liberdade Embalado no berço da austeridade
E vivendo a realidade, ainda que sonhadores
Assim fomos, assim somos nações abençoadas
Povos lusos-brasileiros, povos irmãos, vidas entrelaçadas.

30/09/04
Publicado em:- 1ª Antologia Literária do Grupo Ecos da Poesia “O FUTURO FEITO PRESENTE, (2005), ISBN 85-9051170-1-2

Se houvesse amanhã

Se houvesse amanhã...
Mercêdes Pordeus
Recife/Brasil

Se houvesse amanhã certamente eu te amaria
Se houvesse amanhã tu também me amarias
Se houvesse amanhã queria tanto ser igual a ti
Ser herdeiro do teu caráter e de tua conduta
Para dar continuidade e transmitir teu legado.

Estou tão temeroso, sinto teus planos para mim.
Tenho medo, mas muito medo dos teus desejos.
Se tu não me querias, por que então me geraste?
Serás capaz de conviver com peso na consciência?
Deverias ter pensado nisso era antes de gerar-me.

Deus me pôs aqui dentro, como o milagre da vida
E vocês com irresponsabilidade tramam contra mim
Terão mesmo coragem desse ato cruel, e irracional?
Sabem? Eu já tenho até um coraçãozinho a pulsar
Dêem-me a chance de lhes chamar: PAPAI! MAMÃE!

Onde estás meu pai, por que concordas com isso?
Ah! Tinha me esquecido, como é cômodo para ti
Não ter obrigações para comigo e teres liberdade
Fui fecundado através de vocês, seriam meus pais.
Agora, vocês próprios vão me mandar para o PAI!

Que pena! Não houve amanhã...Somente o hoje!
Eu poderia ter crescido aprendendo e vos amando
Ter aprendido sobre todos mandamentos de Deus
Honrando-os por toda a vida, no final cuidando de vocês.
Que pena! Não houve amanhã...

Pacaraima/RR/Brasil
17/03/2007

Quando eu me chamar saudade...

Quando eu me chamar saudade...
Mercêdes Pordeus
Recife/PE

Quando eu me chamar saudade.
Não chorem por mim, a vida tem continuidade.
Pensem em mim com a nossa vivida felicidade.
Dos tempos vividos sempre com cumplicidade.

Quando eu me chamar saudade... Meu filho!
Lembre da nossa felicidade, como um brilho.
Brilho que tivemos e teremos em nossas vidas.
Não chore, querido, mas nossa lembrança viva.

Quando eu me chamar saudade... Meu amor!
Não quero que minha ausência lhe cause pranto ou dor.
Não quero que chore, fazendo da vida grande dissabor.
Quero que apenas relembre nossa vida com muito amor.

Quando eu me chamar saudade...Meus irmãos!
Quero que recordem as vidas partilhadas com a união.
Que dos nossos pais conosco, da alegria tenham visão.
Que estejamos sempre sintonizados em seus corações.

Quando eu me chamar saudade...Meus amigos!
Lembrem de como convivemos desde tempos antigos.
Esquecendo a tristeza, é natural, não tenham consigo.
Lembrando que a partilha da amizade foi nosso abrigo.

Quando eu me chamar saudade...
O que aconteceu meus queridos? O que houve?
Ah! Já sei, essas lágrimas?
É que esqueci, que os nossos que se foram...
Agora, chamam-se SAUDADE!

02julho2005

ENQUANTO A CIDADE DORMIA

ENQUANTO A CIDADE DORMIA
Mercedes Pordeus


Enquanto a cidade dormia...
Alhures algo sempre acontecia
Era natural...a vida corria
O tempo não pára, se distancia.

Enquanto a cidade dormia...
Em cada quarto um sonho, um desenlace
Porém, e lá fora? Muita coisa acontecia
Ações más, ações boas, outras se reverenciavam.

Enquanto a cidade dormia...
Lá fora, uns as leis tragrediam
Burlando assim a cidadania
E então a maldade prevalecia.

Enquanto a cidade dormia...
Outros, dos irmãos se compadeciam
Aos seus encontros, iam levando o sopão
Onde necessitados já esperavam o pão

Enquanto cidade dormia...
Alguns do seu tempo desprendiam
Para ouvir o irmão que sofria
Uma palavra de amor lhe proferiam.

Enquanto a cidade dormia...
Em cada canto uma saudade, uma alegria
A tristeza dos que ficaram para trás, alguém sofria
Uma partida, um amor platônico, se despedia

Enquanto a cidade dormia...
Lá fora muita coisa acontecia
Uns praticavam o mal, outros o bem
As horas corriam...
e outro dia amanhecia.

Em 20/01/05

Publicado em: - TERRA LATINA, Antologia Internacional - ISBN 85-905170-2-0. Lançada em Sâo Paulo, na Casa de Portugal em 30 de julho de 2005.

Classificada na IV Seletiva de Poesias, Contos e Crônicas de Barra Bonita, Categoria CONSAGRAÇÃO, no segundo semestre de 2005 - Clube Amigos das Letras, publicada na Antologia ALÉM DAS LETRAS, lançamento em 21/04/06.

segunda-feira, 31 de março de 2008

A VOZ DO CORAÇÃO

A VOZ DO CORAÇÃO
Mercêdes Pordeus

Recife/Brasil

Quando se promete algo ao coração
Corre-se o risco de chorar um pouco
O coração reclama nossa promessa
E nem sempre é possível cumprirmos

Deixemos fluir os acontecimentos
E o coração mansinho absorvê-los
Para com ele, juntos não chorarmos.
Se o amor chegar, nele se aconchegar...

Aí sim, vivamos em sua plenitude
Como diz o poeta, que seja eterno...
Enquanto dure? Que dure para sempre
O segredo para o pequeno motorzinho...

Vibrar e amar, sempre amar...
Se compassadamente ou não
O que importa para ele é sim
Não sofrer tanta desilusão.

- Publicado: 2ª Antologia Literária Internacional do Grupo Ecos da Poesia " DOIS POVOS UM DESTINO" (2006), ISBN 85-905170-5-5.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

PEQUENOS GESTOS...GRANDES SENTIMENTOS.

PEQUENOS GESTOS... GRANDES SENTIMENTOS
Mercêdes Pordeus
Recife/Brasil

Um desejo de bom dia
Rompe o silêncio absoluto
Dá ao semelhante a garantia
De desarmar o interno luto.

Um abraço... Reedita uma história
Transforma uma vida simplória
Dela varre a parte vivida inglória
Para que na solidariedade alcance vitória.

Um toque... Rompe as barreiras
Abre entre os povos as fronteiras
Deixa a paz reinar na vida inteira
Transformando-a em boa sementeira.

Um gesto de carinho... Um afago
Tira do semelhante o gosto amargo
Que a vida possa ter-lhe imposto
Ao seu longo através do desgosto.

Um gesto de bondade... E ternura
Apaga de uma vida um triste cenário
Acorda o irmão com brandura
E torna o mundo mais igualitário.

Pequenos gestos que nos aproximam
Minimizam da vida o sofrimento
Afastam atitudes que nos aniquilam
E desabrocham grandes sentimentos.

Em 02/10/2007

sábado, 3 de novembro de 2007

SENHOR! DIANTE DE TI...


SENHOR! DIANTE DE TI...

Mercêdes Pordeus
Recife/Brasil

Senhor! Diante do Teu poder...
Humildemente me ajoelho e me rendo
Sinto-me impotente e me compreendo
Eu O recebo e Te sinto sempre presente.

Senhor! Diante de Tua grandeza...
Sendo Tua criatura, sinto-me pequena.
O mundo me deste com maior beleza
Dele sou parte, fizeste-me valer a pena.

Senhor! Diante da Tua presença...
Sinto-me forte, pois me fortaleceste.
Quando sobre mim puseste as mãos
E fizeste que Tua luz resplandecesse.

Senhor! Diante da Tua luz...
Saí fortalecida da batalha interior
Serei forte? Serei fraca? Serei inferior?
Mostra-me com clareza o meu valor.

Senhor! Diante do Teu amor...
Desse amor que de Ti emana com fulgor
Dele recebo a claridade que se irradia
Permanecei em mim como a parousia.

07/07/2007

O CORAÇÃO QUE TE DEDICO

O CORAÇÃO QUE TE DEDICO
Mercêdes Pordeus
Recife/Brasil

O coração que te dedico não é puro
Hás de compreender da vida os apuros
Mas, é sempre um aprendiz, eu te juro.
Para que não se deixe pulsar no obscuro.

O coração que te dedico não guarda segredo
Aprendeu a transformar a dor em brinquedo
Com as dores já começou a lidar muito cedo
Por isso, acostumou-se a banir de si o medo.

O coração que te dedico é o coração que te ama
Com a sua grandeza ele mantém acesa a chama
E quando pulsa é porque esse amor proclama
Se não for atendido, com docilidade reclama.

O coração que te dedico não é covarde
Obedece a uma chama interna que arde
Por vezes ele acelera provocando alarde
Ao se acalmar, a tranqüilidade lhe invade.

O coração que te dedico é constante
Não oscila sem ritmo a todo instante
Mesmo ele sabendo que estás distante
Ainda assim sente que estás presente

O coração que te dedico é humano
Ele não guarda rancor nem engano
Compadece-se do irmão em abandono
Na sua dor se irmana com retorno

É esse o coração que te dedico verdadeiramente
Se o aceitares nos transformaremos lentamente
E com o seu palpitar viveremos intensamente
Com ele morreremos, porém metaforicamente.

Em 19/07/2007

terça-feira, 2 de outubro de 2007

DÊ PASSAGEM A SABEDORIA

DÊ PASSAGEM A SABEDORIA
Mercêdes Pordeus


Às vezes existem situações que nos incomodam. Ficamos a observar os acontecimentos e analisar como mudou a sociedade, a inversão de valores.Digo isto porque gosto sempre de observar determinadas situações que acontecem nos coletivos, descasos nos hospitais, como outras incontáveis. Este prólogo, faz-me reportar ao último dia vinte e sete de setembro, o consagrado DIA DO ANCIÃO, DIA DO IDOSO.Neste dia foi realizada a Campanha : DÊ PASSAGEM A SABEDORIA, eram as faixas que líamos na frente dos transportes coletivos da cidade. Ao entrar um senhor já com seus mais de setenta anos, cedi-lhe o lugar, ele me pediu a bolsa para segurar e começou então a conversar. Este senhor tinha vindo às cinco da manhã para uma consulta que tinha sido marcada para o dia vinte e seis, portanto, dia anterior. Naquele dia e mesma hora saíra de casa sozinho, não tinha companhia. E chegando ao hospital público a atendente lhe dissera que sua consulta teria sido marcada para o dia seguinte. Voltou o velhinho para casa e retornou no Dia do Ancião, e num descaso, a enfermeira falou que a consulta dele tinha passado, tinha sido no dia anterior. E remarcou para o dia trinta. Custa a acreditar que ainda hoje haja tanto descaso e desrespeito pelo idoso.Perguntei-lhe então: - E o senhor ficou calado, não disse nada? Ele me respondeu com uma indagação : - Dizer o que minha filha? Disse para ele tomar consciência dos seus direitos e procurar um superior naquele hospital. Este pobre senhor descrevia sua arte de fazer cortinas artesanais e tentar ensinar aos jovens da Comunidade e exportava para a Suiça, através de uma filha que casara e mora lá com o marido.Nesse intento pediu ajuda a um político para quem já trabalhara como cabo eleitoral durante quatro eleições. Tudo que ele queria era levantar as peredes e cobrir, pois o terreno já tinha conseguido...esforço em vão. Tenho observado também jovens que se assentam nas cadeiras do ônibus reservados aos idosos e fingem dormir, enquanto eles entram e ficam de pé.Situações comportamentais como estas e outras em que os idosos são desrespeitados tornaram-se uma constante, e é muito triste presenciarmos. Pessoas que já contribuiram para o bem comum social, trabalharam e no final da vida não possuem um teto para morar, uma assistência hospitalar digna, sem subsídios para adquirir medicamentos, na época em que mais se faz necessário, pois é quando necessariamente precisam de medicamentos de uso contínuo. Não tem sequer o que comer. E eu me pergunto o que será dos idosos do futuro?
Deixo como reflexão este poema:


HOJE SOU IDOSO, MAS TAMBÉM JÁ FUI JOVEM.
Mercêdes Pordeus

Dê passagem a experiência...
Sinta como pode enriquecer seu viver.
Evite, de como nós, no seu futuro sofrer.
O peso das dores que já sentimos por você.

Dê passagem a sabedoria...
Sabedoria duramente adquirida ao longo da vida.
Lembra das experiências? Elas nos fizeram saber
Saber de que nada daquilo queríamos para você.

Você nos olha e não nos vê?
Não vê nossas rugas? Cada uma é uma resposta.
Resposta refletida pela gama daquelas experiências.
Faça que olha! Não finja que não nos está percebendo.

Você é jovem, não usufrua dos direitos dos idosos.
Não finja dormir, enquanto estou de pé ao seu lado.
Não vê as legendas, assentos preferencias para idosos?
Não sabe que existem assentos especiais para nós?

Lembre-se que você pode ser um de nós amanhã...
Depois, com o avançar da idade poderá entender,
que não queríamos que as marcas do tempo em seu rosto,
fossem tão profundas, como as que nos nossos carregamos.

Por que a sociedade, as autoridades sempre nos esquecem?
Deixam-nos jogados ao léu, em filas e corredores dos hospitais.
Nós também contribuimos para o desenvolvimento da sociedade.
Se trabalhamos na cidade ou no campo, que diferença pode fazer?

Não é a própria sociedade que grita ser todo trabalho valoroso?
Se trabalhamos nos campos colocamos o pão na mesa dos seus pais.
Nem por isso, nosso labutar deixou de ser menos dignificante.
Cultivamos e aramos a terra com tanto carinho que tudo floresceu.

Dê passagem a quem lhe pede carinho...
Seja seu avô, seu pai, quaisquer idosos, um mendigo, que precisa de pão...
mas tem uma necessidade muito maior de um afago,
uma palavra, uma atitude de carinho e de amor.

Lembre-se : no futuro vai colher aquilo que você semeou.
Desejamos que seja feliz e receba de nossas mãos um legado,
a experiência, resultado de muito sofrimento, muitas dores,
pelas quais você não precisa passar, fale conosco e aprenderá.

Mercêdes Pordeus
Em 24.out.2005

Brasil-Adital/Direito.Net - No dia 1º de outubro, quando se comemora o Dia Internacional do Idoso, segundo o calendário de celebrações especiais das Nações Unidas, a população acima dos 60 anos já pode contar com um estatuto próprio aprovado pelo Senado Federal que regulamenta a proteção para as pessoas nesta faixa etária. A proposta deve ser assinada pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva ainda esta semana. Há mais de seis anos que entidades, Ongs, asilos, institutos e casas de Idosos vinham reivindicando um Estatuto que pudesse garantir e efetivar o direito de, aproximadamente, 15 milhões de brasileiros. Dentre alguns pontos o estatuto assegura: desconto de, pelo menos, 50% nas atividades culturais, de lazer e esportivas; que a idade para requerer o benefício de um salário mínimo estipulado pela Lei Orgânica da Assistência Social passa de 67 para 65; prioridade na tramitação dos processos e procedimentos judiciais nos quais pessoas acima de 60 figurem como intervenientes, entre outras. O Estatuto atinge ainda os meios de comunicação. De acordo com ele, todos os meios deverão manter espaços ou horários especiais voltados para o público idoso. Os programas deverão ter conteúdos educativos, informativos, artísticos e culturais com ênfase no processo do envelhecimento. Um outro ponto importante diz respeito aos transportes. Tanto os ônibus intermunicipais como interestaduais deverão ter reservados duas vagas gratuitas, por veículo, para idosos com renda igual ou inferior a dois salários mínimos. Caso os lugares destinados aos idosos que possuam esta mesma renda estiverem preenchidos, eles terão direito a pagar 50% do valor da passagem. O texto do estatuto prevê penas severas para quem não cumpri-lo. Deixar de prestar assistência a idoso sem justificativa plausível implicaria em detenção de seis meses a um ano; abandoná-los em hospitais ou casas de saúde, a pena vai de seis meses a três anos de detenção. Também será penalizado que exibir, em qualquer meio de comunicação, informação ou imagens depreciativas ou injuriosas de pessoas acima dos 60. A pena será de um a três anos de reclusão. No caso de homicídio culposo, a pena será de um terço a mais se a vítima tiver mais de 60 anos de idade. Nesse mesmo sentido, é agravada a pena para o abandono dos idosos que estejam sob a guarda, cuidado ou vigilância de autoridades. O projeto foi do deputado Paulo Paim e foi aprovado por unanimidade no Senado Federal. Os artigos dispõem sobre cultura, lazer, vida familiar, assistencialismo, saúde, direito, alimentação, trabalho, entre outros. Segundo os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, nos próximos 20 anos, a população idosa do Brasil poderá ultrapassar os 30 milhões de pessoas - o que representará 13% da população.
Fonte : http://www.adital.com.br

"Agora que a velhice começa preciso aprender com o vinho a melhorarenvelhecendo e sobretudo a escapar do perigo terrível de, envelhecendo, virar vinagre". (D. Helder Câmara)


http://www.caestamosnos.org/edicoesespeciais/De_Passagem_a_Sabedoria.html

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

PARA UM BEIJA-FLOR












PARA UM BEIJA-FLOR
Mercêdes Pordeus
Recife/Brasil

Seu vôo ágil e com imensurável velocidade
Expressando do pequenino sua habilidade
Coloridos adversos exibe sua coreografia
Beija-flor pequenino alado, em sua alegoria.

Seu exibicionismo demonstra sua graciosidade
Minúsculo corpo bailando com excentricidade
Numa sutileza que até parece pairar no ar
Outras vezes com destreza a nos encantar.

Polinizador, nesse belo bailar de flor em flor
Penetra seu fino bico e lhes rouba todo o rubor
Extrapolando os limites e sem nenhum pudor
Transporta o pólen, tornando-se multiplicador.

Sua pequenez, linda criança
Não se opõe a sua grandeza
Se é pequeno em seu tamanho
Grande é no ápice da singeleza.


31/09/2007

terça-feira, 25 de setembro de 2007

A CRIANÇA E SEUS DIREITOS VIOLADOS



 Mercêdes Pordeus
Recife/Brasil

Denominam-te de criança esperança
Em tuas mãos depositam a confiança,
Para um mundo melhor construíres
No entanto, esquecem de te fazer criança.

Criança que brinca, estuda, se alimenta e sorri
E que nessa esperança ao vil mundo se lança,
Pedem que a ti não se deem esmolas
Que te seja dada cidadania. Qual cidadania?

Porém a própria sociedade torna teu direito utopia
Cada dia mais longe estás, criança, vivendo uma alegoria
Em teus olhos permanece sim, a dura melancolia
De te lançares ao mundo em busca do prometido no dia a dia.

Ver-te dormir embaixo de pontes, viadutos, nas calçadas
Como te negar uma esmola, à espera que te concedam cidadania?
Saciar-te a fome é preciso, necessidade imediata.
Que fizeram dos teus estatutos, criança abandonada?

Ver-te jogada ao léu, acompanhar o descaso aos teus atributos
Oh! Deus Onipotente, Onipresente e Onisciente!
Vela por essas crianças, nas suas vidas faz-te presente
Na atual conjuntura, são pessoas inocentes e carentes.

Nós, como pais que a nossos filhos podemos educar
Comprar-lhes presentes e nesse dia comemorar,
Supliquemos ao Senhor: Velai por nossos filhos
Velai e protegei também aqueles pequeninos.

Jogadas ao relento, crianças violentadas desde cedo
Moral e fisicamente ao tentarem a sobrevivência
Quando na busca por  um trocado ou uma bala
Ou mesmo no intento de limpar um pára-brisas.

Sociedade ainda vil e má que mesmo assim
Quer levar vantagem sobre elas,
Deus, continua protegendo nossos filhos
Mas, olhai principalmente por estes pequeninos.


10/10/2004

Publicado em:- 1ª Antologia Literária do Grupo Ecos da Poesia “O FUTURO FEITO PRESENTE, (2005) 27 autores, 4 países, apoio do Jornal Mundo Lusíada e Casa de Portugal em S.Paulo. ISBN 85-9051170-1-2